O Projeto Rio Doce, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve por objetivo identificar e valorar os danos sociais e econômicos provocados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015 e que atingiu ao menos 45 municípios ao longo da bacia do Rio Doce. O projeto teve duração de 54 meses entre junho de 2018 a novembro de 2022.
A participação da FGV foi estabelecida num acordo firmado em 2017 entre o Ministério Público Federal e o Ministério Público de Minas Gerais com a mineradora Samarco Mineração S.A., que operava a barragem, e com a Vale S.A. e a BHP Billiton Brasil Ltda, suas sócias-controladoras. Esse acordo forneceu apoio técnico-científico para o Ministério Público Federal no processo de reparação integral dos danos causados pelo desastre.
Considerando a complexidade do projeto que envolveu o trabalho de cinco diferentes coordenações e equipes técnicas em diferentes áreas de conhecimento, e contou com uma equipe que chegou a 160 colaboradores, foi constituído um PMO específico para apoio à gestão e acompanhamento do projeto, cujo trabalho foi coordenado pelo Gerente Geral do projeto, Prof. Leandro Alves Patah.
Em 2021, tendo em vista a experiência com o Projeto Rio Doce, a FGV foi contratada para fazer a auditoria dos projetos socioeconômicos (Anexos I.3 e I.4 e Projetos Especiais) previstos no Acordo Judicial para Reparação Integral (AJRI) em Brumadinho, Minas Gerais. Este projeto ficou conhecido como Projeto Rio Paraopeba.
O AJRI foi firmado entre o Governo do Estado de Minas Gerais em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) e o Ministério Público Federal (MPF), doravante chamados Compromitentes, com a mineradora Vale S.A., no intuito de reparar parte dos danos gerados pelo rompimento da Barragem I (B 1) da mineradora Vale S.A., que causou em sequência, o rompimento das Barragens B-IV e B-IV-A da mina de Córrego do Feijão, do Complexo Paraopeba II, provocando a morte de 272 pessoas e gerando uma série de impactos para o meio ambiente e para a população local.
O papel da FGV, no Projeto Rio Paraopeba, é subsidiar a tomada de decisão dos Compromitentes com informações sobre a qualidade de execução física e financeira dos projetos socioeconômicos previstos no AJRI. O projeto teve início em outubro de 2021 e segue em andamento.
Com a experiência adquirida na gestão e execução dos Projetos Rio Doce e Rio Paraopeba, considerando a complexidade destes projetos, em termos de tamanho, escopo e stakeholders envolvidos, e com o objetivo de ampliar a capacidade da FGV em gerenciar projetos complexos, a FGV criou em 28 de setembro de 2022 no âmbito da Central de Qualidade para a Pesquisa Aplicada da FGV (CQPA) o Project Management Office (PMO) da Fundação Getulio Vargas, sendo o Prof. Leandro Alves Patah, designado como responsável pelo FGV PMO. Em fevereiro de 2024, o FGV PMO teve sua subordinação transferida para a Presidência da Fundação Getulio Vargas.
Atualmente, o Project Management Office (PMO) da Fundação Getulio Vargas segue com sua atuação no gerenciamento estratégico de projetos, buscando promover a colaboração e otimizar a utilização de recursos nos projetos, capacitando as Unidades, Escolas, Centros e Áreas Administrativas da Fundação Getulio Vargas, para ampliar sua capacidade de gerenciar projetos complexos de grande escala.
Linha de Tempo FGV PMO
- Início do Projeto Rio Doce – junho de 2018
- Início do Projeto Rio Paraopeba – outubro de 2021
- Criação do FGV PMO no âmbito da CQPA – setembro de 2022
- Término do Projeto Rio Doce – novembro de 2022
- Transferência do FGV PMO para Presidência – fevereiro de 2024

